Bate Papo: Os padrões da sociedade e seus mandamentos medíocres




Não quero começar com tudo começou quando... mas realmente tudo começou quando eu tinha uns 9 anos até meus 15, e costumava ouvir que o que era bonito, seguiria sempre os padrões, ou seja, eu não estava nesse meio. Eu jogava futebol, não gostava de brincar com bonecas, não curtia me arrumar, não gostava de grupos de meninas, não gostava de maquiagem e nem de namorar. Conversar de coisas supérfluas como aquele gato que alguém pegou ou a baladinha do final de semana, me deixava em cólicas de tanta raiva. Eu queria falar de livros, de filmes, de novelas Teen, de futebol, da porrada do final da aula, e só ouvia bate papo de paqueras e ficadas. Ninguém pra falar sobre o que EU gostava.

EU definitivamente não estava enquadrada nos padrões perfeitos da sociedade mais feminina, e pra falar a verdade, até hoje não me vejo tão nesse padrão assim. NÃO gosto de roupas muito femininas, uso batom mas make pra mim é um bicho de sete cabeças, não aprendi e nem faço questão, só um batom, um lápis no olho e uma base na olheira que o óculos faz, já me apetece. Nunca senti e nem sinto que preciso provar algo pra alguém. Sou casada a 12 anos, tenho dois filhos, 30 anos, pago as minhas contas, portanto, me visto e me porto como quero.

Falo palavrão pra caralho, como tudo o que quero (essa coisa de emagrecer quase acabou com a minha alto estima), visto o que quero, amo roupas mais masculinas, odeio salto alto, amo tênis, odeio arrumar o cabelo, amo meus cachos crespos e neca pra alisamento, amo minhas gordurinhas e aprendi a me amar do jeito que EU sou e foda-se a sociedade e seus padrões medíocres de merda. Empoderar significa nos apropriarmos do nosso direito de existir na sociedade do jeito que somos e do jeito que queremos. Como nada pode ser perfeito, eu NÃO sou perfeita e NUNCA serei. Sou alguém cheia de defeitos, que segue o que quer. Essa sou EU!

CONTANDO UM CONTO #5: ESTAREI CONTIGO PARA SEMPRE...

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imagem retirada do Google

Se lembra do nosso encontro em Praga? Sim, estávamos viajando em grupos diferentes, e depois de duas semanas, e por uma loucura nossa, nos separamos de todos e resolvemos fazer a nossa viagem sozinhos e longe de todos, pegando as nossas mochilas e saindo por aí feito dois loucos apaixonados.

Me lembro como se fosse hoje, do seu sorriso charmoso e dos seus olhos lindos e apaixonados me olhando e sorrindo pra mim naquele trem quando íamos para Veneza. 

Se lembra dessa nossa viagem a Veneza, de como fomos felizes, das noites de amor que tivemos? Pois eu me lembro de cada uma delas, do meu corpo em seus braços, das suas mãos me tocando, dos seus lábios pelo meu corpo, do fogo e da paixão que nos incendiava. Me lembro até da briguinha de ciúmes que tivemos naquele barco cheio de luzes, quando eu peguei aquela mulher linda te olhando e sorrindo pra você.

Se lembra de como você ficou bravo comigo e que depois de alguns pedidos de desculpas, você voltou a sorrir pra mim, me dizendo palavras sexys e assim fizemos amor a noite toda naquele acampamento maravilhoso, ao som de músicas românticas no seu celular?

Há! Claro que eu não poderia esquecer da Parada do Amor em Berlim, antes de irmos para casa. Mas apesar de termos sido muito felizes nessa viagem, ironicamente essa paradinha que demos, levou o "nosso" amor ao desastre final. Não sei como aquilo tudo pode acontecer, não sei onde eu estava com a cabeça quando ocultei tudo de você daquele jeito, foram 3 meses maravilhosos, e eu estraguei tudo com apenas uma mentirinha, eu não sabia que você seria tão fugaz em pesquisar a minha vida na internet e descobrir em 3 minutos tudo o que eu queria esquecer. 

Naquele momento, gritei para você que o que vivemos não tinha sido uma mentira, que eu estava realmente apaixonada por você, que o que você descobriu era coisa do passado. Tudo bem que era um passado mal resolvido, mas era um passado! Mas mesmo assim você não me deu ouvidos, não me deu chance de me explicar para você e partiu sozinho para Londres.

Fazia 1 ano desde que você tinha ido embora me deixando despedaçada e sem rumo, alheia a tudo que se passava ao meu redor. Te ver indo embora naquela época foi horrível, você levou um grande pedaço de mim. Mas de novo eu estava ali, em Londres, depois de 1 ano, na porta do seu Studio de fotografia, criando coragem para te ver de novo e dizer tudo o que eu sentia e senti nos 12 meses que ficamos afastados...

Naquele momento eu briguei comigo mesma, eu precisava ter forças. Vinha pesquisando a meses até descobrir onde você estava. Naquele momento era tudo ou nada.

- Vamos garota, coragem. 

Essa vozinha que tentava me encorajar era da Su, ela veio até Londres comigo quando viu que eu sozinha não teria coragem de enfrentar tudo sozinha. Pois é, sempre fui meio covarde, e talvez seja por isso que eu ainda não tinha conseguido resolver o meu passado quando nos conhecemos em Veneza, e isso foi a destruição de tudo. Mas naquele dia eu estava tentando ser corajosa por você, por mim, por nós dois. 

- Vai lá Bia, abre essa porta, coragem amiga!

- Obrigada por tudo Su, sem você ao meu lado nesses últimos meses, eu não sei se teria conseguido.

- Para, senão vamos começar a chorar e bau, bau maquiagem.

- Ufa, vamos lá - eu estava tão ansiosa Dani, eu torcia para que tudo desse certo.

Abri a porta, respirei fundo e entrei perguntando por você na recepção. Me apontaram a sua sala, bati e escutei a sua voz dizendo para entrar. Nesse momento as minhas pernas começaram a balançar, comecei a suar frio, mas eu não tinha mais a Su ali para me encorajar, já que ela tinha ficado na sala de espera ao lado.

- Entre por favor, a porta está aberta. - escutei a sua voz gritar novamente lá de dentro.

- Ok, lá vamos nós. - minhas pernas nesse momento tremiam feito vara verde.

Abri a porta e entrei, e o que vi me pegou de surpresa. 

- Por favor Dani, me diz que não é verdade. Por favor, não! 

A Su me disse depois que ouviu a minha súplica e veio correndo ao meu encontro, a minha cara nesse momento segundo ela, era de quem estava sentindo uma dor absurda. E foi exatamente isso que senti naquele momento quando vi aquela mulher ali enroscada em você, fazendo carinhos no seu rosto. Foi como se um punho tivesse acertado o meu estômago de jeito. 

- Bia? - me lembro da sua voz assustada - Como pode ser possível você por aqui? Co... como...

Graças a Deus a Su me arrancou dali, eu só não sabia que a danada tinha deixado o cartão dela com você, o que resultou na sua visitinha ao meu quarto no hotel no dia seguinte, antes mesmo do sol nascer por completo.

- Oi - ouvi a voz da Su - Pode entrar, ela está deitada ainda.

- Como ela passou a noite? Como ela está? Me lembro de você ter praticamente a arrastado do meu Studio. E você me disse ontem ao telefone que ela não estava bem.

- Ela teve um ataque de choro a madrugada toda, lhe dei um calmante e graças a Deus, ela pegou no sono e só acordou agora de manhã.

- Você pode me explicar o que foi aquilo? Como depois de um ano ela aparece no meu Studio assim do nada? Aliás, como vocês me acharam. Como ela me encontrou?

- Haaa, me desculpe Daniel, isso você terá que perguntar pra ela. Vou deixar vocês a sós, volto daqui a uma hora. 

Su saiu e me deixou deitada sem saber de nada, descabelada e com você Dani, bem ali do meu lado, me vendo acabada e com a cara inchada. Eu tentei matá-la depois por isso!

Me lembro que ouvi a porta bater e abri os olhos meio sonolenta por causa do calmante que tomei.

- Huum, que dor de cabeça.

- Olá.

Pronto, foi como se um onda de eletricidade passasse por todo o meu corpo e me jogasse pra fora da cama! Me levantei com um pulo só, quase caí da cama, e quando olhei para o cara que esteve em meus pensamentos por um ano inteirinho, senti uma mistura de sentimentos, que foram difíceis de segurar. Queria sorrir, queria chorar, queria perguntar sobre a mulher que vi no seu Studio, queria matar a Su porque com certeza a minha imagem não era das melhores...

- O...oi. Como você entrou aqui? Aliás, como me encontrou aqui? - para de gaguejar idiota! Pensei na hora - Ta bom, já sei, a Su. Não precisa me explicar mais nada.

- Desculpe se estou te incomodando, posso voltar outra hora e aí conversamos com mais calma.

- NÃO! Me desculpe você, não precisa ir embora, só preciso de um tempo pra me recompor, jogar uma água na cara, escovar os dentes e aí conversamos.

- Tudo bem...

Eu tentava a todo custo me manter segura, corajosa. Me lembro que me enrolei no lençol e corri para o banheiro.

- Muito bem, ótima hora para dormir pelada, sem banho e sem escovar o cabelo - resmunguei.

- O que?

- Nada, eu só estava pensando alto.

Tomei um banho record, escovei meus dentes, penteei os cabelos e claro que passei o seu perfume favorito. Pois é, nunca deixei de usá-lo, era como se você fosse aparecer a qualquer momento e se inebriar com meu cheiro.

O que? Eu não tenho culpa de ser tão idiota assim, a culpa era sua, e do meu coração.

Saí do banheiro me sentindo uma adolescente tola, esperei tanto por esse momento e quando você estava ali, na minha frente, todinho só pra mim, eu estava dura e não sabia o que dizer.

- Er... bom, eu não sei por onde começar.

- Que tal começar me dizendo porque você está aqui, porque foi no meu Studio e saiu correndo daquele jeito. Aliás, você me deixou assustado e depois preocupado com o seu estado.

- Me desculpe, é que vi como você estava ocupado, não queria atrapalhar...

- O que? Como assim ocupado?

Nesse momento me subiu uma ira que comecei a falar sem parar.

- Como assim ocupado? E aquela loira linda que estava no seu colo, se sentindo dona do pedaço, lhe fazendo carícias no rosto e sorrindo para você?

Nesse momento eu já estava gritando e chorando como uma louca descontrolada. 

- Beatriz...

- Beatriz? O que aconteceu com o Bia? Você se lembra que foi você que começou a me chamar assim?

- Me desculpe Beatriz, mas isso é passado, essa parte do "nós" e de como nos tratávamos, é passado.

- Você não sabe como isso me dói Dani - quando falei "Dani", você me olhou bem nos olhos e esse olhar me destruiu. - Sim, Dani, porque foi sempre assim que te chamei e vou continuar chamando, mesmo você me dizendo essas coisas. Pra mim você sempre será o meu Dani.

- Beatriz, eu não vim aqui pra brigar com você, eu só quero conversar e entender o que você estava fazendo no meu Studio. Achei que eu já era passado para você, que já tinha me esquecido. Afinal, já se passou um ano.

- Pois pra mim poderia ter passado 3, 4, 5 anos, você ainda seria um assunto mal resolvido.

- Há, então você veio resolver um assunto mal resolvido? Você não precisava ter se dado ao trabalho de vir até aqui, era só me ligar a 1 ano atrás e me dizer tudo que estava rolando, que você estava me fazendo de idiota, que eu era só um passatempo, que você tinha alguém te esperando em Praga quando voltasse de suas aventuras europeias.

Nesse momento eu fiquei assustada, você nunca tinha falado comigo daquele jeito.

- Me desculpe ta legal! Eu não queria falar com você de um assunto que eu tentava esquecer naquele momento!

- Não interessa se você queria esquecer, eu fui muito transparente desde o momento que decidimos colocar as cartas na mesa pra tentar seguir com o que estava se tornando um relacionamento. Mas você não foi sincera comigo, te perguntei se havia alguém, e você me disse que não. Porque mentiu pra mim Bia? Me entreguei por inteiro a você. Eu sei que nos conhecíamos apenas a 3 meses, mas era como seu eu te conhecesse a séculos.

Ouvir você me chamar de Bia de novo depois de tanto tempo, foi como se alguém enfiasse uma agulha na minha ferida e a rodasse no mesmo lugar me machucando ainda mais.

- Me desculpe, foi um relacionamento difícil, eu não conseguia afastá-lo de mim... - nesse momento, eu já me sentia um trapo, reviver tudo que passei durante 3 anos com o Gabriel foi demais.

- Porque você não conseguia afastá-lo, gostava tanto dele assim para não conseguir viver sem ele? - Você estava furioso meu amor.

- ERA UM RELACIONAMENTO ABUSIVO!ELE NÃO ME DEIXAVA RESPIRAR, ME TRANCAVA EM CASA!EU NÃO FAZIA NADA SEM SER COM ELE!

Eu queria morrer no momento em que gritei tudo isso pra você, me sentia suja e envergonhada por me expor dessa forma, por ter me deixado enforcar por um relacionamento doentio assim por 3 anos...

- Ai meus Deus!Me desculpa - Você me abraçou tão forte, que eu não queria sair daquele abraço nunca mais. - Porque não me contou sobre isso, eu teria entendido, eu saberia entender, eu teria te ajudado.

- Eu...eu fiquei com vergonha...

- Mas não é sua culpa, você não tem que sentir vergonha, ele sim deveria se sentir envergonhado de te fazer passar por tudo isso nesses anos todos.

O seu carinho estava tão bom, eu me sentia uma criança sendo amparada depois de um trauma. Me levantei do seu colo, olhei nos seus olhos e resolvi ser forte pelo menos uma vez na vida, eu iria lutar por mim, pelo nosso amor, por você.

- A Su foi uma amiga maravilhosa, foi ela que me encorajou a procurar ajuda na delegacia da mulher e depois que o prenderam, ela me convenceu a viajar com ela para descansar e tentar uma vida nova. E foi aí que você apareceu.

- Me desculpa - foi tão bom sentir suas mãos no meu rosto, me fazendo carinhos, os seus olhos estavam tão encantadoramente ternos, que me perdi neles. - Quando abri seu perfil no facebook pra te adicionar e vi aquelas fotos, fiquei louco de ciúmes, vocês pareciam tão felizes em todas elas, que me senti um tolo traído, foi como se você tivesse matado tudo aquilo que eu estava sentindo por você.

- E matei? Matei todo o amor e a paixão que você dizia sentir por mim? - no momento que soltei essa pergunta, senti medo da sua resposta, afinal, você estava acompanhado quando fui procurá-lo no Studio.

- Bem... - vi você me olhando e esperei uma reação. Como você demorou para responder, desembestei a falar.

- Tudo bem, não precisa dizer mais nada. Eu sei que perdi a minha chance, 1 ano se passou e eu te vi acompanhado no seu Studio... a fila anda, eu sei, não precisa me explicar nada.

- Calma, sempre faladeira - ouvi a sua risada, aquela risada que enchia meu coração de alegria desde que nos conhecemos. - Aquela mulher que estava na minha sala era a Bárbara, a minha irmã mais nova! Se lembra que na nossa viagem te falei dela? 

- A... - eu me senti uma tonta naquele momento.

- Pois é sua tolinha, ela veio passar as férias da faculdade aqui comigo, e você chegou bem no momento em que ela tinha acabado de chegar do aeroporto. Depois te apresento ela.

- Então ela não era sua namorada? - ai meu Deus, eu queria sumir nesse momento - Mas tem outra pessoa? - perguntei.

- Claro que não! Esses últimos 12 meses foram um inferno, até tentei me relacionar com outras mulheres, mas eu sempre me lembrava de você e não dava certo, e aqui estou eu, solteiro. - Vibrei demais quando te ouvi dizer isso - E você?

- Também não vou mentir, tentei me relacionar com outros homens pra tentar te esquecer, mas não deu certo. O dono do meu coração sempre foi você.

- Não sabe como me deixa feliz ao ouvir isso Bia. Desculpa o idiota que eu fui. Eu devia ter te dado chance para se explicar, isso teria evitado 1 ano de sofrimento para nós dois. Mas isso tudo foi bom por um lado, serviu para termos certeza do que realmente sentimos um pelo outro.

- Você tem razão Dani, hoje mais do que nunca, eu sei o que sinto por você, com certeza vou continuar lutando para que tudo dê certo entre nós. Mas eu não gostei de ter ficado 1 ano longe de você.

- Tudo tem um porque meu amor. E claro que eu vou entrar nessa luta com você princesa, não consigo passar nem mais um dia longe de você, chega de tortura, quero curtir cada minutinho ao seu lado, e nada melhor do que começarmos por aqui mesmo né? Por Londres.

Naquele momento eu me sentia a mulher mais feliz do mundo, não porque eu tinha encontrado o meu príncipe encantado, porque isso deixo só para os contos de fadas. Mas porque eu estava feliz e realizada, finalmente eu tinha encontrado um homem que realmente me amava, que cuidaria de mim e que me trataria como uma pessoa especial, não como um lixo como eu me sentia nos anos que passei com o Gabriel.

Me entreguei a você naquele momento, me senti rainha nos seus braços, e aquela noite foi a melhor de toda a minha vida, nos amamos como se fosse a última coisa a se fazer antes do fim do mundo...

Eu só não imaginava, que depois de alguns anos, o mundo iria acabar. Não o mundo onde vivemos, mas o MEU mundo, o NOSSO mundo. O mundo onde eu me sentia amada, querida, importante, especial. O mundo que me deu um homem apaixonante para amar a cada dia. Mas esse mesmo mundo que me deu você, te tirou de mim bem no dia que descobrimos esse maldito. Lutamos, lutamos muito, mas infelizmente o câncer te roubou de mim. 

Todos os dias eu me sento aqui na janela do seu Studio, relembro tudo o que vivemos e vou escrevendo no nosso diário, isso faz com que eu me sinta perto de você novamente. Mas reviver tudo isso, acaba comigo. 

Eu queria você aqui meu amor, eu daria tudo para te ter de novo nem que fosse só por um momento... Tudo está tão vazio sem você. Mas cada minuto que passei ao seu lado conta, vivi uma linda história de amor. Agradeço a Deus todos os dias por ter colocado alguém como você no meu caminho, pra que eu tivesse a chance de saber o que é ser amada. Foi bom viver tudo isso com você. 

Você me faz falta... Preciso tanto de você...

I want to be with you forever. 



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CONTANDO UM CONTO #4: Quando o para sempre não existe...

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Falar bastante e rir de qualquer coisa, para tentar dizer a mim mesma e ao mundo que eu estou bem, se tornou um hábito, um mantra diário. Mas ninguém sabe que isso é só para disfarçar a dor que eu estou sentindo. Acho que muitos não entendem o porque do meu isolamento, já que eu sempre fui a ratinha a mais risonha nos nossos encontros. Mas confesso, me sinto cansada demais para interagir, sorrisos forçados não me caem mais bem. 

Eu queria ter mais força para esquecer tudo e ficar em paz, mas como fazer isso se te vejo todos os dias e a ansiedade, a frustração e a tristeza me matam um pouquinho a cada dia. Muitos dizem que a gente não morre de amor, e eu assino em baixo, mas por outro lado, a tristeza pode consumir uma pessoa em um piscar de olhos.

Falar com você sobre isso, sobre o que estou sentindo? Não adianta, seria perda de tempo. Já perdi as contas de quantas vezes tentei te falar o que estou sentindo, tocar no que está errado entre nós e você sempre se esquivar ou colocar a culpa de todas as nossas brigas em mim. Não existe motivos para eu me sentir tão pra baixo? Pois é, cansei de ouvir isso de você também.

Sinto que estou em uma prova de resistência constante, mas preciso ser forte. Vou dar tempo ao tempo e esperar que tudo se resolva. Para que tentar arrumar tudo outra vez se o resultado será sempre o mesmo, e eu sei que irei me decepcionar outra vez? De que vale todo o estresse e a angústia que sentirei ao tentar vezes e mais vezes arrumar tudo, se no final nada dará certo? Cheguei em uma etapa da minha vida, que as vezes desistir de tudo faz mais sentido do que tentar, tentar e tentar, e não chegar a lugar nenhum.

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Eu sinto muito se tudo está desmoronando, aliás, deveríamos sentir muito juntos, mas você nunca vê o que está na frente dos seus olhos, para você tudo está bem, nada mudou. Você está sempre certo e eu sou sempre a errada com as minhas explosões e desaforos. Mas será que a minha reação não tem tudo a ver com a sua ação de todo dia? Afinal, toda ação tem uma reação, e se você me estraçalha por dentro, a minha reação é fazer com você o mesmo que está fazendo comigo. 

Você não vê que está me perdendo aos poucos, e quando você acordar e se dar conta disso, será tarde demais, tudo já terá ido embora. Mas é como muitos dizem: a gente só dá valor quando não tem mais aquela pessoa ao nosso lado. NADA dura para sempre. Uma pena que só agora estou me dando conta disso...


Se lembra quando a gente
Chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre
Sem saber que o pra sempre sempre acaba

Cássia Eller

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Espero que tenham curtido o texto de hoje.

Bjkas

BATE PAPO: Eu sou muito mais que um rótulo!

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Quando eu era mais nova, eu vivia todos os dias na pele essa coisa da sociedade querer a todo custo me rotular. Eram minhas roupas que todos achavam muito esquisitas pra uma mocinha, diziam que futebol não era coisa de menina, que cabelo cacheado era feio e que o melhor seria alisar tudo e passar chapinha. Que eu era negra e pobre, por isso não poderia ficar no grupo das bonitinhas, branquinhas e patricinhas, e por ai vai.

Reza a lenda que nada disso mudou...

Cresci e os rótulos continuam: meu cabelo é muito anelado pra cortar curto, não tenho mais idade pra vestir as roupas que gosto, minhas roupas são esquisitas, as camisetas que curto são muito masculinas, que não tenho mais idade pra usar tênis skatista e nem calças rasgadas ou saruel. Que sou mãe, uma mulher casada de quase 30 anos e por isso devo me comportar como tal, ou seja, me vestir como uma dona maria com saias lá no pé, nada contra quem vista, mas #tofora. Unhas sem fazer? Não pode #avásedanar. Não usar salto alto? Jamais. #Nãogosto e só tenho dois na sapateira de enfeite, meu negócio são os tênis e ponto final. Até meu marido já entendeu isso e super concorda com o meu estilo. 

E aqui vai o melhor que me faz cair na risada: Mulher não fala palavrão, tem que ser boquinha de mulherzinha. A CARALHO, como assim? Falo palavrão mesmo e isso não me torna menos mulher do que as que não falam nem BUNDA.

Sou esquisita, sou estranha, sou Dork MESMO, e sempre deixei isso claro. As pessoas me acharem esquisita não me incomoda, o que me incomoda e me deixa pé da vida, é quando elas tentam me rotular, tentam me fazer ser e parecer quem eu não sou.

Leio livros considerados por muitos esquisitos? Fodas, sou feliz assim, não gosto de ler só o que TODO mundo está lendo. Uso roupas largadas e muito boyfriend? Véi, to nem aí, me sinto bem assim. Vivo muito reclusa, não gosto muito de muvuca e lugares cheios? Mano, sempre fui assim, sempre preferi o aconchego da minha casa e meus livros desde novinha, não será nessa etapa da minha vida que rei mudar só pra me rotular e ser como todo mundo. Não pareço ser mãe e tenho cara de menininha, e pra que casei tão cedo? Cara, a vida é minha e sou feliz assim. Amo meus filhos, amo meu marido e sou muito grata pela família linda que Deus me deu. Não trocaria os momentos que passo com eles por nada.

Ainda não fez nenhuma faculdade nessa idade? Não, já fiz outros técnicos na área da Aviação que eu queria muito fazer, faculdade por agora não, tranquei a de PP bem no comecinho. Pretendo voltar um dia? Quem sabe. Mas agora não.

Alisar meu cabelo e tirar o anelado? Quem sabe um dia, se isso me fizer feliz mais pra frente, porque não. Mas isso será porque eu quero e não porque alguém vomite isso. Cabelo curto ou longo? Isso ai sou eu quem decido. Óculos grande ou lente? Olheiras ou maquiagens? Não me importo, ficarei do jeito que me sentir bem, feliz e foda-se o mundo com a sua sociedade rotuladora. 

Confesso que já tentei me vestir e me portar segundo os "padrões" da sociedade, mas não deu certo e claro que fui ser feliz.

Enquanto as pessoas insistirem em rotular os outros, acreditando que todos tem que se vestir, agir, ou ser como eles, continuaremos todos condenados a sermos iguais e apenas substituir cada rótulo, cada etiqueta vomitada por aí. Tenha coragem, seja diferente, viva do jeito que você gosta e que te faz feliz. Esqueça o que o outro irá achar de você, se permita ser tudo e o resto... o resto será apenas resto.


 Afinal, o que seria do mundo se todos pensassem iguais, agissem iguais e fossem iguais. Seria uma grande merda. Viva o que gosta, seja o que quer ser, toque o fodas para o mundo e viva, seja feliz. Se assuma, tenha coragem de ser diferente.

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CONTANDO UM CONTO #3: Que os bons ventos mudem de direção e cheguem logo por aqui

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Hoje eu acordei com o corpo pesado, me sentindo outra pessoa, com vontade de jogar algumas coisas na mochila e andar por aí. Quem sabe assim, esse cansaço do meu corpo e da minha alma fiquem pelo meio do caminho.

Os meus ombros, o meu corpo, a minha mente, a minha vontade de fazer o que gosto, gritam por um descanso. Sinto que estou cansada de fazer tudo sobre pressão, de não sentir mais tanto prazer em fazer as coisas que gosto, sinto que estou cansada até de mim mesma. Essas coisas todas, todos essas responsabilidades do dia a dia estão me deixando maluca e irritada.

Escrever no blog e conversar com vocês, está se tornando meu hobby favorito, ler está ficando em segundo plano. Sinto que estou no meu limite e preciso brecar logo, antes que as coisas fiquem mais difíceis e daqui não saia mais nenhuma resenha.

Se tivesse como deixar na água do chuveiro, toda a minha exaustão, todos os meus medos e anseios, toda a minha frustração de ainda não ter chegado onde quero e todo o meu medo de fracassar por completo, seria tão bom...

Eu estou exausta e talvez devesse me concentrar apenas naquelas coisas que realmente estão me fazendo bem no momento, e escrever é uma dessas coisas. Preciso me reerguer, voltar a acreditar em mim mesma e assim me revigorar por completo. Seria bom viver tempos maravilhosos, de completa alegria, sem deixar espaço para a duvida, o medo, o cansaço e a tristeza. São quatro palavras pequenas, mas que estão me assombrando agora e em todos os outros dias.

É estranho, mas não sei por onde começar... só sei que aqui dentro, bem lá no fundo, bate aquela vontade de gritar e me libertar dessa escuridão que me sufoca e me deixa sem ar...

O que desejo nesse momento?

Que novidades cheguem, e que elas me tragam o ar puro e fresco que preciso. Quero e necessito retomar a minha energia e a minha alegria de fazer as coisas simples da vida que me fazem muito feliz, como passear com a minha família ou pegar um bom livro e conseguir lê-lo até o final.

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